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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"As armas que tenho"

Apresentamos às crianças a avaliação como mais uma oportunidade para demonstrarem tudo o que sabem e também como mais um momento de aprendizagem. Ela é a "arma" física que temos para tratarmos, de maneira integrada, assuntos atuais que as façam refletir e entender sobre o mundo, sobre a vida e sobre suas próprias posições, com conhecimento acerca de matérias didáticas como Matemática, História, Geografia e Ciências Naturais. 

Compartilhamos aqui, com vocês, algumas questões e respostas da Atividade Avaliativa do 3º bimestre.



1. Arma de fogo. As primeiras, ainda improvisadas, provavelmente surgiram na China logo após a invenção da pólvora, no século IX. Em tubos de bambu, essa mistura de salitre, enxofre e carvão vegetal que explode em contato com o fogo era usada para atirar pedras. Os árabes aperfeiçoaram o invento no século XIII, quando os canhões passaram a ser feitos de madeira e reforçados com cintas de ferro. Mas a contribuição decisiva veio no século XIV, quando surgiram os primeiros canhões de bronze, mais seguros. O canhão abriu caminho para a evolução tanto do armamento pesado quanto do individual. Hoje, o princípio básico por trás da operação das armas de fogo permanece quase que inalterado. A espingarda de vários séculos atrás, ainda é semelhante em princípio a um rifle de assalto moderno - usando a expansão dos gases para propelir projéteis a longas distâncias – só que agora, de forma cada vez mais precisa e rápida. Uma vez perguntaram ao cientista Albert Einstein que tipo de armas seriam usadas na terceira guerra mundial, ele respondeu: "Não sei, mas a quarta será lutada com paus e pedras”. Você acredita que essa frase pode se tornar realidade? Por quê?
Eu acredito que a frase de Albert Einstein pode se tornar realidade porque se houver uma 3º Guerra Mundial, estamos muito avançados em armas, bombas e canhões. Isso, com certeza, destruirá o planeta Terra. Quando houver a 4º Guerra Mundial nós estaremos como os homens das cavernas. Iremos lutar com paus e pedras. (Nicoly Vieira, 5º Ano A)


1.1. Especialistas em ‘Conflitos Internacionais’, acreditam que há vários fatores que podem contribuir para esta escalada, e cada um tem sua peculiaridade e seus interesses. Pode-se começar falando dos Grupos Terroristas, que hoje estão tendo mais destaque na mídia Internacional, como é o caso do Estado Islâmico. O conflito atual da Síria tem sido um autêntico xadrez político. Podemos resumir como um conflito regional que vem assumindo uma proporção cósmica, e o motivo dessa guerra de influencia começa pela busca de voz política na região e termina com interesses ligados ao petróleo e a guerra energética. Escreva um parágrafo registrando o que você sabe sobre isso.
A guerra na Síria acontece por conta da busca de voz política na região, interesses ligados a dinheiro e petróleo, ou seja, a economia e a política têm suas peculiaridades e interesses na guerra e quem se prejudica são os civis que só procuram a paz, tranquilidade e um lugar seguro para viverem. (Arthur Maia, 5º Ano A)

2. Leia abaixo o trecho do livro “Guerra dentro da Gente” de Paulo Leminski:
                                                                                                                                           
Ao chegarem na cidade perceberam que a cidade estava arrasada. Casas queimadas e nenhum sinal de pessoas. Em meio ao caos Baita espantou-se e indignou-se pensando naquela “gente arrancada de suas casas para virar escravo, filhos separados dos pais, casas sendo queimadas com tudo dentro. Ele achava que a guerra era uma coisa bonita. Mas a guerra era horrível.”



Em seguida do trecho acima, leiamos a seguir um o depoimento de Joseph Caillat, soldado do 54.º batalhão de artilharia do exército da França, em Rozelieures, na região de Lorena, fronteira com a Alemanha, em 26 de agosto de 1914:


“Nós marchamos para a frente, os alemães recuaram. Atravessamos o terreno em que combatemos ontem, crivado de obuses, um triste cenário a observar. Há mortos a cada passo e mal podemos passar por eles sem passar sobre eles, alguns deitados, outros de joelhos, outros sentados e outros que estavam comendo. Para mim, nada poderia ser mais terrível” .

2.1. Quando Caillat escreveu aquela que seria uma de suas primeiras cartas do front a seus familiares, a Europa estava em guerra havia exatos 32 dias – e acreditava-se que não por muito mais tempo. Correspondências como a desse soldado de 2.ª classe que morreria de pneumonia em 1º de julho de 1917 começavam então a trazer à luz para a sociedade a gravidade do conflito, que em seus quatro anos, três meses e 14 dias mobilizaria mais de 60 milhões de combatentes e deixaria quase 9 milhões de civis e militares mortos, além de 20 milhões de feridos, em um dos piores momentos da história da humanidade.  Para muitos, a Grande Guerra é, ainda hoje, um acontecimento que não se deve esquecer. Por quê? Quem são as pessoas que foram atingidas diretamente? Sofremos algum tipo de consequência com algo que aconteceu há tanto tempo? Você considera importante saber sobre esse tempo da nossa história? Você se sente, de alguma forma, atingido pela 1º Grande Guerra? Explique.
É importante conhecer sobre a 1º Grande Guerra, pois assim conhecemos a nossa história. Não devemos esquecer porque os erros que esquecemos são repetidos. Com essa guerra militares foram atingidos, cidades foram destruídas e houveram muitos civis mortos. Muitas áreas foram destruídas e a situação econômica se abalou. Esses acontecimentos fazem parte da história da humanidade, faz parte de quem somos. (Liz Cruvinel, 5º Ano A)


2.2. O que caracteriza e diferencia os dois textos citados acima? Explique. 

O texto de Paulo Leminski é uma narrativa em prosa e o de Joseph Caillat é uma carta. (Davi Cândido, 5º Ano A)

2.3. Ao lermos a carta de Caillat é possível identificar o tempo em que os fatos se deram? Há expressões que marcam o momento exato em que as ações ocorreram? É possível saber se a ação ocorre no presente ou no passado? Explique.
Nos textos encontramos expressões que narram o momento em que as ações ocorreram. É possível saber se a ação aconteceu no presente ou no passado através dos verbos. (Gabriel Rezende, 5º Ano A)

2.4 Reescreva o trecho do livro de Leminski no tempo presente.
Caillat usou “para mim” porque ele não é o dono da ação. Usamos “para eu” quando somos donos da ação. (João Luiz Almeida, 5º Ano A)

4. O pior ataque em massa com armas de fogo ocorrido nos EUA foi realizado por um aposentado em Las Vegas. Este atentado foi o de número 273 apenas em 2017, segundo a ONG Gun Violence Archive. Isto equivale a quantos incidentes por dia? Como podemos saber?
Aproximadamente acontece uma morte por dia. Descobri isso multiplicando o número de dias de um mês vezes a quantidade de meses para encontrar o total de dias até o dia do atentado. Depois, peguei o total de atentados que aconteceram e dividi pelo número de dias. O resultado foi aproximadamente 1 atentado por dia. Nossa! Quanta violência nos EUA! (Liz Cruvinel, 5º Ano A)


4.1. O resultado da situação matemática acima é mais do que uma unidade ou menos do que uma unidade?
O resultado da operação acima tem uma unidade. (Gabriel Marques, 5º Ano A)


4.2. Cerca de 2.400 mulheres foram vítimas de homicídio por arma de fogo no Brasil em 2014. Os dados são do Mapa da Violência 2016, “homicídios por armas de fogo, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais” (Flacso). Neste período, quantas mulheres foram assassinadas por dia por disparos de armamentos? Como você avalia esses números?
Seis mulheres aproximadamente. Eu acho isso muito ruim porque todas as mulheres têm direito de viver. (Bruno Uchôa, 5º Ano A)


4.4. Em junho de 2015, um total de 72 pessoas se reuniam em uma igreja de comunidade negra na cidade de Charleston, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, quando um rapaz branco abriu fogo dentro do templo. O tiroteio ocorreu na Emanuel African Methodist Episcopal Church, uma das mais antigas da comunidade negra. O suspeito, branco, do sexo masculino e com cerca de 21 anos, teria disparado contra os fiéis motivado por preconceito e racismo. O autor do ataque matou 2/8 as pessoas presentes. Quantas pessoas perderam suas vidas neste atentado?
Neste atentado, infelizmente, morreram 18 pessoas. (Maria Clara Silva, 5º Ano A)

5. A ONG, que compila dados de todo o território norte-americano, define um ataque em massa quando quatro ou mais pessoas foram feridas ou mortas a tiros, sem incluir o atirador. Pela definição oficial do governo, só é considerado um ataque armado em massa quando morrem três pessoas, sem levar em conta o número de feridos. Por essa definição, este seria o 38º ataque a tiros em massa no ano. Levando em consideração a definição oficial do governo e o número mínimo de 3 mortes, quantas pessoas, no mínimo, morreram em ataques armados em massa, este ano, nos Estados Unidos? 
Morreram 114 pessoas em ataques nos EUA, este ano. (Murilo Fideles, 5º Ano A)



6.1 A partir de estudos e pesquisas sobre paz, amor, fé e demais assuntos importantes e urgentes no tempo atual, buscamos alternativas que contribuam para a um mundo mais pacífico e feliz. Estamos cada vez mais conscientes da nossa necessidade de transformação. O que nossos estudos trouxeram de novidades a você? Que efeitos produziram? O que se transformou em ação?
Os nosso estudos me trouxeram muitas novidades. Aprendi a conhecer e respeitar novas religiões, novas culturas, entendendo desde como surgiram até como têm diferentes hábitos e práticas. Tudo isso me fez mudar atos e maneiras de me relacionar, entendendo que não há motivo para críticas.  (Júlia Serradela, 5º Ano A)


6.2 Como você avalia o direito do cidadão norte-americano de portar armas? O direito de ter e portar armas representa, de forma fundamental e decisiva, proteção de quem?
Em minha opinião o direito de porte de armas nos EUA é muito ruim. Além de aumentar as chances de ataques com armas de fogo, influência e leva a violência. As pessoas compram armas para, de alguma forma, se protegerem, mas ter uma arma em casa só diminui a sua proteção e da sociedade também. Para mim, o ideal seria não precisar de ter armas.  (Olívia Isacc, 5º Ano A)

6.3. Ratificada em 1791, a Segunda Emenda da Constituição Americana estabelece que: "Sendo necessária uma milícia bem ordenada para a segurança de um Estado livre, o direito do povo a possuir e portar armas não poderá ser violado". Para os que se opõem ao livre porte de armas, a primeira parte da emenda determina claramente que o direito a se armar está relacionado ao pertencimento a uma milícia de autodefesa da população, que cada estado poderia mobilizar em caso de necessidade.

Os que a apoiam à risca, entre eles a poderosa National Rifle Association (NRA), concentram-se na segunda parte, que garante a qualquer cidadão o direito de possuir uma arma para sua legítima defesa. Caso a Constituição fosse a nossa, brasileira, a qual Poder da república caberia qualquer alteração da emenda acima?
No Brasil, o poder que caberia alguma alteração na lei seria o poder legislativo. (Murilo Fideles, 5º Ano A)

6.4. As campanhas de entrega de armas, ou políticas buy-back, caracterizam-se quando o Estado compra, por um valor pré-definido, armas de fogo em posse dos cidadãos, que as entregam voluntariamente. A ideia que motiva esse tipo de política é que grande parte dos crimes envolvendo armas de fogo não são premeditados e acabam ocorrendo apenas devido ao fato de o assassino ter em seu poder uma arma no momento do crime. Nas áreas que concentram a maior taxa de ocorrência de homicídios na cidade de São Paulo, cerca de 90% deles são cometidos com armas de fogo e 48,3% ocorrem por motivos fúteis: brigas entre casais, vizinhos ou amigos, envolvendo pessoas que frequentemente residem na mesma rua ou, pelo menos, no mesmo bairro.
Uma política de compra de armas foi adotada no Brasil, em âmbito nacional, em julho de 2004, como resultado da implantação do Estatuto do Desarmamento, um conjunto de normas legais constituí do no intuito de reduzir o número de armas de fogo em circulação no país. O Brasil não é pioneiro nesse tipo de política; outros países, tais como Austrália, Estados Unidos e Inglaterra, já adotaram políticas semelhantes, com resultados contraditórios. Observe a tabela abaixo e avalie se a política de buy-back brasileira afetou o número de óbitos envolvendo armas de fogo:


a) O gráfico de número 1 demonstra a evolução de homicídios referente a quais anos?
O gráfico número 1 demonstra a evolução de homicídios referentes aos anos de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.  (Murilo Uchôa, 5º Ano A)

b) Segundo os resultados apresentados pelos dois gráficos houve um decréscimo no número de óbitos envolvendo armas de fogo? A política de buy-back brasileira alcançou bons resultados? Justifique.
Segundo os gráficos, não houve um decréscimo no número de homicídios envolvendo armas de fogo. A política de buy-back não alcançou bons resultados porque o número de homicídios não diminuiu. (Davi Cândido, 5º Ano A)

7.1 Vimos que as diversas expressões religiosas também procuram, por meio de suas especificas doutrinas, apontar caminhos e oferecer respostas aos dramas e tragédias humanas. Com base nesse entendimento, disserte, a partir de sua fé, sobre as aflições, angústias, tormentos e amarguras inerentes a quem vive.
Quando estou aflito, angustiado ou com tormentos procuro relaxar. Às vezes, em situações difíceis, rezo ou converso com Deus. Quando sinto medo de alguém morrer dou um abraço na pessoa. Às vezes, procuro a ajuda de quem estiver disposto. (André Corrêa, 5º Ano A)
Quando estou angustiado, aflito, atormentado ou amargurado, busco minha tranquilidade me minha família. Fico com meu pai, minha mãe, ou meus melhores amigos, com isso, esqueço todos os meus problemas e fico alegre e me divirto. (Davi Cândido, 5º Ano A)

Quando sinto aflição, angústia, tormentos, e amarguras dentro de mim, procuro com a minha fé, pensar nas coisas boas, acreditar que depois que esta jornada acabar, iremos para um lugar melhor e depois voltarei para mais uma. Minha fé é Espírita, mas eu também me acalmo quando recebo um abraço. Precisamos da fé para não morrer das preocupações. (Liz Cruvinel, 5º Ano A)

Quando eu estou aflito ou angustiado, eu busco abraçar a minha mãe ou o meu travesseiro ou apertar a minha mão. (Gabriel Marques, 5º Ano A)

Quando sinto angústia, amargura ou dor, a minha fé me ajuda, não em um deus, ou algo assim. Eu me reconheço por ateu, o meu conforto não é em um deus, mas me conforto junto aos animais e na natureza. (Arthur Maia, 5º Ano A)

Na minha religião, quando estou angustiada, atormentada ou aflita eu oro. É uma forma de falar com Deus. Quando me comunico com Deus, fico menos angustiada e fico mais tranquila. (Maria Clara Silva, 5º Ano A)

8. Maiakovski, Neruda e Mário de Andrade são alguns dos poetas vanguardistas que centraram o foco de seu interesse na busca de uma realidade melhor para os seus contemporâneos. Criaram um projeto cultural amplo em uma conjunção entre a sua arte, a vida e o mundo. Para você, a produção artística deve levar em consideração o que está acontecendo para, de alguma forma, transformar a realidade? Avalie tudo que você leu e pesquisou sobre a arte de Sebastião Salgado ao responder.
Para mim a produção artística tem muita importância para a sociedade porque pode transformar a realidade. Como Sebastião Salgado mostra na sua arte. Através da fotografia ele mostra a realidade: a fome e a desigualdade social. Quando eu vi, me senti culpado, pois, muitas vezes, não valorizo as coisas que tenho e consumo de forma exagerada. (João Luiz Almeida, 5º Ano A)

Para mim, a produção artística pode mudar a realidade, nos guiando para um mundo melhor. Como Sebastião Salgado, que nos mostra a nossa realidade de um jeito ruim, denunciando partes do mundo que não vemos, como a guerra de Ruanda. Sebastião nos mostra que enquanto estamos parados, muitas pessoas estão morrendo e sofrendo em outros lugares.  (Arthur Maia, 5º Ano A)

A produção artística leva sim, em consideração, o que está acontecendo. Ela procura, de alguma forma, fazer com que as pessoas se transformem em novos seres humanos.  Sebastião Salgado faz isso. Ele tira tristes e belas fotografias como forma de criticar a realidade para muda-la. (Maria Clara Silva, 5º Ano A)

9. Muitos cientistas aventurando-se pelo espaço e seus mistérios, também se unem na busca de um mundo melhor e mais justo para todos. Acompanhando a evolução da ciência sabemos ser ela capaz de resolver muitos problemas. Através dela conseguimos medir a distância entre planetas, velocidade dos objetos, cura de doenças... O universo é imenso e a ciência não se cansa de tentar desvendá-lo. A indústria da guerra é uma componente poderosa da nossa atualidade. A guerra global e o uso de armas tem as suas raízes nas estruturas mais profundas da nossa civilização e, como tal, não pode ser impedida apenas através de apelos à paz, esclarecimentos ou resistência. Para você, o trabalho pela paz é também assunto das “Ciências”? A Ciência é capaz de novos conhecimentos para um futuro sem guerra?  As pesquisas científicas podem alterar a realidade? Como?
O trabalho pela paz também é um assunto das ciências. As ciências são capazes de novos conhecimentos para um futuro sem guerra. As ciências podem fazer um mundo mais justo, criarem novas tecnologias, podem melhorar os avanços na área da saúde e podem também pensar em outras formas de organizar uma sociedade economicamente mais justa e humana. A ciência também faz o mundo! (Liz Cruvinel, 5º Ano A)

11. A verdadeira paz, com certeza, é uma forma diferente de vida e de sociedade. Ela deriva de estruturas sociais que não destroem mas, ao invés disso, fomentam valores básicos humanos tais como compaixão, confiança, apoio mútuo e solidariedade. Contribuímos indiretamente para esta guerra porque, muitas vezes, não paramos para compreender como realmente ela acontece. Participamos na guerra porque somos parte de uma civilização que gera conflitos por todos os lados. A guerra é uma componente da nossa civilização, da nossa economia, do nosso consumismo e das nossas ideias acerca da vida. A nossa própria sociedade ocidental vive da indústria e do comércio de armas, da guerra contra a natureza, da guerra contra povoados e camponeses do “terceiro mundo”, da guerra contra o amor, da guerra contra as nossas âncoras mentais/espirituais e contra o habitat de todas as espécies. Esta guerra faz vítimas no Afeganistão e no Iraque, na América Latina e na Palestina, mas faz também vítimas onde há supostamente paz e democracia: nos escritórios e nas fábricas, nas escolas, nas famílias e nas relações humanas. Como você percebe nossa atual realidade? Você se sente confortável diante de tanto sofrimento? O mal está mesmo generalizado e transparente? Como? Por quê?
A guerra está entre nós, na escola, no trabalho, no trânsito, em casa, e nós somos responsáveis, pois não temos consciência do que está acontecendo. Somos levados pela mídia e somos ignorantes. O mal está generalizado e é transparente, e estamos confortáveis com isso. Assistimos notícias horríveis e apenas desligamos a Tv. O que nós mata está presente todos os dias em nossas vidas e nós não vemos... (Liz Cruvinel, 5º Ano A)

A guerra não é apenas o que vemos no noticiário, como vemos pela tv na Síria. Existem outros tipos de guerra, os conflitos dentro das famílias, os conflitos entre os colegas e mais. No meio a tantos conflitos é difícil se sentir confortável. Queremos mudar isso mas, às vezes, não sabemos como. Ou até sabemos mas, não temos iniciativa. Às vezes, nem percebemos o mal entre nós. O mal está generalizado e não vemos ou não damos importância. (Arthur Maia, 5º Ano A)

11.1 O caminho para superar a guerra não termina na iluminação/ conscientização individual. O mundo não precisa apenas de boas pessoas, precisa acima de tudo de novas formas reais de vida para um futuro sem guerra. Precisa de modelos para uma nova civilização, para que possamos começar a habitar o nosso planeta de uma nova forma, coerente com as leis da vida. Para você, o mundo precisa da união de pessoas mais dedicadas, que trabalhem pela paz, rumo à criação de uma vida melhor? O que é necessário para um futuro mais possível para todos? Responda também através da arte.
O mundo precisa da união de pessoas mais dedicadas. Pessoas que trabalham pela paz rumo a criação de uma vida melhor, pessoas que querem melhorar a situação em que estamos. O mundo precisa da arte e gente mais crítica, precisamos de avanços científicos e projetos sociais. (Liz Cruvinel, 5º Ano A)

É necessário haver a união de pessoas que pensam além da nossa forma de vida, porque a nossa forma não está coerente com as leis da vida. Há muitas pessoas que trabalham, ganham dinheiro mas não pensam além. (André Corrêa, 5º Ano A)

“Tenho duas armas para lutar contra o desespero,
a tristeza e até a morte:
o riso a cavalo e o galope do sonho.
 É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver”.


Ariano Suassuna